segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Felicidade (ou a falta dela)

O que te faz feliz? Pergunta difícil... Felicidade tem sido um sentimento tão ausente na minha vida. Acho que não posso falar do que me faz feliz e sim do que me fazia feliz. Lembra quando estávamos sentados no banco de uma praça? Você acariciava meus cabelos, me aconchegava; acho que aquele foi o auge.
Sempre imaginei um momento que me faria eternamente feliz: depois de nos amarmos, ficaríamos deitados, eu apoiaria minha cabeça em seu peito e fecharia meus olhos enquanto falávamos - não, não sobre amor - sobre banalidades, rindo como dois adolescentes. Se eu tivesse a certeza de que nunca mais nos veríamos, esse seria o momento que guardaria para todo o sempre.
É, eu sonho demais, eu sei; mas a realidade é tão dura e as incertezas e inseguranças ainda me atormentam. Acabo optando por pensar no que foi e no que poderia ter sido se eu tivesse mais maturidade na época. Por que eu tenho mesmo que fazer tantas escolhas agora? Logo agora que tudo parece tão nublado...
Eu não consigo, não sozinha. Preciso de alguém que me ouça, me entenda, me conforte... Ainda me sinto tão criança, daquelas que têm medo do escuro, mas se sentem seguras com o abraço da mãe. Por que não é simples como quando éramos pequenos? Ah! Como eu queria que a minha felicidade voltasse a morar em uma caixa de chocolates!
Nathy M.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Cry

Era apenas mais um dia cinzento na sua vida monótona. Nada havia mudado desde o turbulento relacionamento que acabara há três anos. A angústia e a solidão consumiam seus pensamentos dia após dia. Não quero dizer que ela fosse um tipo depressivo 24h por dia, longe disso; os amigos a adoravam como companhia, era divertida, agradável. Daí podemos ver como as máscaras são eficientes.
No entanto, bastava chegar em casa depois do curso para que a tristeza viesse à tona. Tomava um banho, vestia um camisão e sentava-se em frente à tv para assistir algum seriado que estivesse passando. Na verdade, não assistia; o som da tv era apenas um recurso que utilizava para sentir-se menos solitária.
Passava horas divagando sobre sua infelicidade. Pensava em como todos traçavam um rumo interessante para a vida, enquanto ela continuava do mesmo jeito: uma sucessão de fracassos. Estava cada vez mais certa de que se desaparecesse ninguém notaria.
Havia meses que não derramava uma lágrima, isto a sufocava. Mas, enquanto estava pensando, uma voz soou em sua mente: - Por que se reprime tanto? Chore, esvazie! Foi então que um rio de lágrimas desceu daqueles olhos claros, como se toda uma represa tivesse sucumbido à força da água.
Nathy M.