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sexta-feira, 8 de abril de 2011

Luto: Chacina do Realengo

Bem, acho que todos estão cientes sobre a chacina que aconteceu no Rio de Janeiro, na manhã da quinta-feira dia 07, na Escola Municipal Tasso da Silveira, em que um homem de 24 anos de idade, chamado Wellington Menezes de Oliveira, assassinou friamente 12 alunos o colégio e deixou vários outros feridos.
O indivíduo, ex-aluno da escola, entrou dizendo ser um palestrante e começou a atirar em todos do local, procurando sempre atingir os locais mais letais: cabeça e tórax, quando as crianças tentavam fugir o assassino lhes dava tiros nos pés. Antes de cometer o crime, Wellington deixou uma carta dizendo que cometeria suicídio, cintando questões religiosas e especificando como queria ser enterrado.

A polícia conseguiu imobilizá-lo com um tiro na perna e, em seguida, ele cometeu o suicídio com um tiro na cabeça.
Crianças feridas
Atirador

A escola estava vulnerável, com o portão apenas encostado, qualquer um poderia entrar lá. É aqui que eu pergunto: Será que é seguro deixar as crianças em escolas pública sem nenhuma segurança? Quando o Governo vai tomar providências quanto a isso? Enquanto somos bombardeados de promessas vagas em época eleitoral, crianças e adolescentes estão à mercê de psicopatas como esse. A população não quer promessas, quer realidade, quer ação! Além de segurança adequada, é necessário que haja acompanhamento psicológico dos alunos, para evitar que possíveis distúrbios psíquicos se transformem em danos físicos de inocentes.
Carta do Assassino (Clique p/ ampliar)
Quanto ao motivos que levaram o assassino a tal ato, nenhum deles justificaria tamanha frieza e crueldade. Caso ele não morresse, certamente seria linchado sem piedade pela população, se isto também não acontecesse, o criminoso seria torturado ou morto na cadeia, pois até os presos - que fazem o que fazem - têm o mínimo senso de humanidade e não aceitam tais atos de pura maldade.

O resultado é que por falta de estrutura na segurança e no acompanhamento psicológico dos alunos, não proporcionado pelas autoridades, várias almas inocentes partiram cedo, vários futuros promissores foram destruídos, dezenas de famílias sofrem com a perda dos filhos ou com crianças ainda em estado grave no hospital. Então, Presidenta Dilma Rousseff e também Governadores e Secretários de Educação de todos os estados brasileiros, além de expressarem seu pesar pelas vidas perdidas - o que é louvável -, tomem providências para que esses fatos não se repitam. Chega de tragédias no Brasil!

terça-feira, 5 de abril de 2011

Bolsonaro, a vergonha do Brasil


O deputado federal brasileiro Jair Bolsonaro, que na semana passada causou polémica ao afirmar na televisão que os seus filhos nunca seriam homossexuais ou namorariam com negros "porque tiveram uma boa educação", voltou à carga, afirmando "estar-se lixando" para os movimentos anti-racistas e de defesa dos direitos dos homossexuais
Recorde-se que no programa ‘CQC’, em que o deputado respondia a perguntas previamente gravadas, um membro do público perguntou-lhe o que faria se tivesse um filho gay. "Isso nem me passa pela cabeça. Os meus filhos tiveram uma boa educação, por isso não corro esse risco", afirmou.
Mais à frente, a cantora Preta Gil, filha do cantor e ex-ministro Gilberto Gil, que é negra e assumiu já ter feito sexo com mulheres, indagou Bolsonaro sobre o que ele pensaria se um dos filhos namorasse uma negra, tendo este respondido que não estava ali para falar sobre "promiscuidades" e que os filhos tinham sido "criados num ambiente saudável", ao contrário dela.
Dias depois, e apesar das críticas, Bolsonaro voltou a insistir no assunto, quando questionado por várias jornalistas sobre a polémica. "Alguma de vocês, se estivesse grávida, ficaria orgulhosa de saber que ia ter um filho gay?", perguntou. Mas Bolsonaro, um ex-militar que defende abertamente o regime ditatorial que governou o Brasil durante vinte anos, não ficou por aqui: perante o repúdio dos movimentos homossexuais e anti-racistas, o deputado decidiu neste fim-de-semana pôr ainda mais lenha na fogueira, ao afirmar que "se estava lixando" para esses movimentos todos. 

-Se não houver punição contra esse homem, assim como não houve punição adequada aos políticos do regime ditatorial, eu posso afirmar com todas as letras que personalidades como essa continuarão a tornar públicas suas opiniões ridículas e medievais.