quarta-feira, 30 de maio de 2012

Telemarketing


terça-feira, 29 de maio de 2012

Sou mulher, sou livre!

O conto original de Chapeuzinho Vermelho induz a história de um abuso sexual. Uma garota devorada na cama por um lobo. Nesse caso, o conto era usado para ensinar as meninas a não andarem sozinhas e tomarem cuidado com os lobos à espreita. Mais de 200 anos depois, as garotas continuam recebendo advertências para tomarem cuidado por onde andam e com o que vestem, para não chamarem a atenção dos ‘lobos’, enquanto que os garotos são incentivados a se portarem como garanhões.
Na história infantil, só outro homem (o caçador) é capaz de salvar a Chapeuzinho, reproduzindo uma visão patriarcal de mundo.
Chega de ensinar as meninas a não serem violentadas, vamos ensinar aos meninos a não violentarem!


Apoio à Marcha das Vadias que ocorreu dia 26 de Maio.

domingo, 27 de maio de 2012

Come Together - The Beatles


 

"He wear no shoeshine, he got Toe-Jam football
He got monkey finger, he shoot Coca-Cola
He say 'I know you, you know me'
One thing I can tell you is you got to be free
Come together right now over me".

The Beatles

quarta-feira, 23 de maio de 2012

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Borboletas e Pinups

Vanilla tree



Conversa entre o céu e um mendigo

Um mendigo dormia nos degraus da igreja, tinhas os olhos fitos no céu.

"O céu fitava-o também, impassível como ele, mas sem as rugas do mendigo, nem os sapatos rotos, nem os andrajos, um céu claro, estrelado, sossegado, olímpico, tal qual presidiu às bodas de Jacó e ao suicídio de Lucrécia. Olhavam-se numa espécie de jogo do siso, com certo ar de majestades rivais e tranquilas, sem arrogância nem baixeza, como se o mendigo dissesse ao céu:

- Afinal não me hás de cair em cima.


E o céu:- Nem tu me hás de escalar".


Machado de Assis
em "Quincas Borba".
Adaptado.

The Concubine - Beirut

 

 Um som bem Indie/Folk com a Banda Beirut.

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Quem mexeu no meu conto de fadas?

Texto da Luiza!

O príncipe encantado caiu do cavalo. Se sujou na lama e saiu andando assim mesmo: sujo e machucado. Deixou o cavalo pra trás e saiu pisando forte. “Quem quiser ser princesa agora vai ter que andar atrás de mim”, esbravejou e foi andando sem olhar pra trás. Não sei se foi a queda e nem sei quem ou o quê fez esse príncipe cair, só sei que agora é assim: príncipe não é mais uma belezinha de pele lisa e cabelo penteado.

Não sei o que os belezinhas de cabelo penteado passaram a ser, mas vou te contar que na verdade eu não ando dando muita bola pra eles pra poder te dar essa informação. Ando olhando pra onde não devia. Pra essa camiseta vermelha e suja de lama que me faz esquecer do que mamãe ensinou. Não, não tô vendo a namorada do lado dele – se ele mesmo não olha, não sou eu que tenho que fazer. Ele é o cara que não serve pro futuro, mas o futuro anda tão chato que eu prefiro ficar com esse presente absurdo. Errado, é o que ele é.  Eu sei lá qual é a lógica psicológica dessa minha nova monarquia, só sei que tá tudo errado.

Onde é que já se viu príncipe encantado que faz perder o juízo, que faz meu sono ir à loucura e que dá aquele frio na barriga na hora de apresentar ou de contar pros amigos? Não era pra ser encantado? Não era pra sempre abrir a porta do carro, pra dar flores e pra ser perfeito? Cadê a perfeição dessa vida injusta de princesa?

Eu não sei. Tá tudo muito estranho e, se a fada fugiu dos contos, ela ta bem longe de voltar. Então eu aproveito a ausência pra pedir pra quem ficou tomando conta: deixem os nossos príncipes fora dos seus devidos lugares. Não precisa espalhar, mas eles são bem melhores assim. O encanto perdeu o açúcar e ficou difícil de enjoar.