quinta-feira, 30 de junho de 2011

Professor Moderno x Professor após 25 anos de serviço



segunda-feira, 27 de junho de 2011

Vidol

    Uma epidemia, nada silenciosa, tem se alastrado por todos os países, afetando pessoas de ambos os sexos e de qualquer classe social: o interesse exagerado na vida alheia. Para combater este mal, tome Vidol, uma caixa com 365 comprimidos em que cada um contém discernimento, responsabilidade com a própria vida, índole e controladores comportamentais.
    Esse medicamento deve ser mantido em lugar fresco e ao abrigo da umidade e da luz. Vidol deve ser tomado pela manhã, em jejum e com 100 ml de água. É usado para combater desde sintomas leves como pequenas fofocas e desentendimentos, até sintomas graves como inveja, armações de intrigas, curiosidade ilimitada em saber o que ocorre em casas vizinhas ou até mesmo na própria família.

    É indicado para pacientes que não conseguem cuidar da própria vida e, com isso, preocupam-se, demasiadamente, com a vida alheia, expondo os detalhes que consegue descobrir a toda e qualquer pessoa que encontrar, mesmo que estas não estejam interessadas em saber disso, serve - também - para diminuir o tamanho e veneno da língua do enfermo. Em casos mais avançados, podem ocorrer efeitos colaterais como, por exemplo, o desespero por não sentir mais interesse em assuntos supérfluos.
  O comprimido deve ser ingerido diariamente. O tempo padrão de tratamento é de um ano. Em caso de recaída, é recomendado que se dobre a dosagem. Persistindo os sintomas, o médico (psicólogo) deverá ser consultado. O medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

Nathaly M.

terça-feira, 7 de junho de 2011

Ilhas psicológicas

Na escala biológica evolutiva, o "Homo sapiens" é a mais complexa das espécies, tanto física quanto psicologicamente. É o único animal que consegue formar opiniões e desenvolver um comportamento racional. Pelo menos, é o que deveria ocorrer, diferente do modo material e individualista de hoje.
A humanidade desenvolveu diversos modelos de sociedades ao longo da história. As primeiras foram coletivistas, baseadas na noção de comunidade em que cada um tinha uma função e as conquistas eram divididas igualmente entre os membros. Bons exemplos desse tipo de organização social são as sociedades pré-históricas e as indígenas.